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30/03/2022 14:12 Em destaque Notícias

Especial 473 anos: Identidade própria alçou Salvador a papel de destaque no Brasil

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Especial 473 anos: Identidade própria alçou Salvador a papel de destaque no Brasil

A Cidade do Salvador nasceu para ser a extensão de Lisboa no Brasil, mas ganhou identidade própria e conseguiu fugir do papel de coadjuvante do Império Português. A resistência do povo soteropolitano foi fundamental para essa façanha. Quem relembrou esses fatos foi o historiador e comunicador Ricardo Carvalho, durante o evento Conversa Plural em homenagem aos 473 anos da capital baiana, realizado na noite de terça-feira (29) e transmitido pelo Youtube da Ampeb.

O especialista explicou que Salvador foi escolhida como a primeira capital do Brasil por sua excelente localização, pelas ótimas condições de tropicalidade, por ter águas abrigadas e por ser uma fortaleza natural, entre outros fatores.

Apesar de muitas pessoas pensarem que a capital baiana não foi planejada, Carvalho garante o contrário. O problema é que, a partir do século XIX, houve um crescimento e uma ocupação desordenadas da cidade. “Houve uma preocupação com a beleza plástica de Salvador, foram erguidos prédios administrativos belíssimos. Depois a cidade fica marcada por suas praças e quarteirões e vê seu apogeu no século XVIII. A explosão urbana e a ocupação desordenada entre os séculos XIX e XX fizeram com que a capital baiana perdesse o seu projeto estrutural”, citou o historiador.

Ele destacou que, atualmente, a cidade amarga poucos nichos verdes e áreas não ocupadas, investindo sempre em projetos de ampliação de vias que destroem rios e árvores. Apesar de ser uma metrópole rica e cosmopolita, ainda não oferece dignidade para todos e igualdade de acesso a serviços, transporte, educação, saúde, segurança, no mesmo nível de qualidade para todos os seus habitantes.

“Mas sou um sonhador e um evolucionista. Acredito que chegaremos lá com justiça social e dignidade, duas coisas que estão na essência da humanidade […] Sonho que Salvador se olhe e se sinta mais bela. Temos construções similares às de Santorini, na Grécia. Só precisamos que os bairros mais populares tenham suas casas e prédios rebocados e pintados. Isso vai erguer a autoestima da população. É uma iniciativa que não é cara e não é difícil. Fará uma revolução urbana”, acrescentou Carvalho.

O historiador ainda abordou as curiosidades que cercam a capital baiana, o acolhimento dos soteropolitanos que é tão elogiado pelos turistas, a culinária tradicional e versátil, as expressões características que sempre viram meme e a grande diversidade religiosa presente em Salvador, entre outros assuntos. Você pode conferir o especial no endereço: https://www.youtube.com/watch?v=htqnzgsvIpM

O Conversa Plural Especial 473 anos de Salvador foi promovido pela Ampeb e contou, em uma espécie de mesa de debate, com a participação dos promotores de Justiça do MP-BA Adriana Cortopassi, Jessica Tojal e Jurgen Fleischer. O presidente da associação, Adriano Assis, a diretora Sociocultural, Renata Bandeira, e o diretor Jurídico e de Prerrogativas Institucionais da entidade, Audo Rodrigues, também contribuíram para a discussão.

 

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