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29/03/2019 20:18 Em destaque Notícias

Associadas participam de Conferência Regional de Promotoras e Procuradoras de Justiça dos MPs Estaduais da Região NE, presidida pela PGR, Raquel Dodge

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Associadas participam de Conferência Regional de Promotoras e Procuradoras de Justiça dos MPs Estaduais da Região NE, presidida pela PGR, Raquel Dodge

Associadas da Ampeb estiveram presentes, na tarde de hoje (29), na abertura da 2ª Conferência Regional de Promotoras e Procuradoras de Justiça dos Ministérios Públicos Estaduais da Região Nordeste, realizada no Hotel Fiesta, em Salvador. O evento, que acontece até amanhã (30), tem o objetivo de trocar boas práticas e experiências referentes à representatividade feminina no Ministério Público.

O encontro é organizado pela Presidência do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), com o apoio da Secretaria de Direitos Humanos e Defesa Coletiva (SDH/CNMP) e da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais (CDDF/CNMP), em parceria com a Delegação da União Europeia no Brasil e as Procuradorias-Gerais de Justiça dos Estados da Região Nordeste.

A presidente da Ampeb, Janina Schuenck, que estava representando a CONAMP, falou do quanto é importante que as mulheres ocupem espaços de forma natural, afirmando a necessidade de a questão de gênero não ser um fator limitante a essa ocupação. Janina citou o exemplo da Bahia, que tem grande representatividade feminina em cargos importantes, como a procuradora-geral de Justiça do MP-BA, Ediene Lousado, destacando a atuação da promotora de Justiça Norma Cavalcanti, que foi a primeira mulher a presidir a CONAMP e esteve à frente da Ampeb por três mandatos (2005/2017; 2007/2009 e de 2011 a 2013).

Ademais, recordou que, já em 1985, a Ampeb foi liderada por uma mulher. A primeira presidente mulher da entidade de classe baiana foi Clarice Lins Haddad, que ficou até 1987 à frente da Ampeb. Janina lembrou também que entre 1989 e 1991, a presidente da Ampeb foi Leonor Salgado Atanázio, relatando ainda o mandato de Sara Mandra Rusciolelli, atual procuradora adjunta do MP-BA, que foi presidente classista de 1997 a 1999.

Outrossim, foi lembrado pela presidente da Ampeb que outras associações baianas, no âmbito do Sistema de Justiça, são comandadas por mulheres, entre as quais, a Associação dos Defensores Públicos do Estado da Bahia (Adep), com Elaina da Silva Rosas na presidência; a Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), com a juíza Elbia Araújo, e a Associação dos Procuradores do Estado da Bahia, que tem como presidente Cristiane Santana Guimarães.

A procuradora-geral de Justiça do MP-BA, Ediene Lousado, também presente na abertura, questionou se a bandeira de igualdade entre gêneros, levantada há mais 40 anos na Europa, não estaria aparecendo tardiamente no Brasil e destacou que essas reflexões devem refletir na melhoria do quadro atual. A PGJ também afirmou que não há direitos iguais, sem oportunidades iguais, ressaltando o significativo papel da educação dos filhos e filhas nas mudanças almejadas.

A encarregada de negócios da delegação da União Europeia no Brasil, Claudia Gintersdorfer, afirmou que a parceria feita com o CNMP marca um modelo de trabalho pioneiro com o objetivo de fortalecer a equidade de gênero. Claudia trouxe dados importantes sobre as conquistas das mulheres, no âmbito da União Europeia, mas atentou que, ainda hoje, há diferenças salariais, de divisões de tarefas e inúmeras dificuldades de ascensão na carreira, em comparação com os homens.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, iniciou sua fala parabenizando a atuação destacada e pioneira de duas baianas: Norma Cavalcanti, primeira mulher presidente da CONAMP, e Ediene Lousado, primeira PGJ do MP baiano. Um panorama do cenário brasileiro com relação à violência contra a mulher, desigualdades salariais, entre outras diferenças de gênero, foi descrito por Raquel Dodge, que afirmou a necessidade de realização de reflexões coletivas sobre o tema. A PGR anunciou, no evento, a indicação da procuradora de Justiça Ivana Farina Navarrete Pena para concorrer à vaga na composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), rperesentando os MPs estaduais.

OFICINAS – Após a cerimônia de abertura, ocorreram oficinas simultâneas com seis eixos temáticos: Oficinas Simultâneas, a serem desenvolvidas nos 6 eixos temáticos: I. Ingresso na carreira: recrutamento, seleção e capacitação; II. Condições de Trabalho: saúde, segurança e bem-estar; III. Permanência na carreira: políticas institucionais, cursos, capacitações, treinamentos e boas práticas; IV. Movimentação na carreira: critérios, dificuldades e políticas de equidade; V. Carreira e outras jornadas: Gênero e Família; VI. Empoderamento, lideranças e participação político-institucional: igualdade de gênero e políticas de equidade.

Os trabalhos continuam no sábado (30), além de oficinas simultâneas, no período da manhã, o evento contará com um Painel Temático e a plenária com Registros e Deliberações sobre os temas das Oficinas, no período da tarde.

Esta é segunda de cinco conferências regionais que ocorrerão no primeiro semestre de 2019, com o objetivo de proporcionar uma visão mais clara da realidade das procuradoras e promotoras nas suas respectivas regiões. A primeira conferência, realizada nos dias 22 e 23 de fevereiro, em Manaus, reuniu promotoras e procuradoras de Justiça dos Ministérios Públicos Estaduais da Região Norte. Na ocasião, foram aprovadas 26 propostas que visam à promoção da equidade de gênero na instituição.

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