Muitas manifestações e adesões à campanha “Brasil contra a Impunidade” no ato público contra a PEC 37, organizado pela Ampeb, MP da Bahia e Corregedoria, na sede do MP, no Centro Administrativo, na última sexta, 12. O apoio de órgãos diversos foi o destaque do encontro, que teve o objetivo de sensibilizar a sociedade contra a aprovação da proposta que visa estabelecer a exclusividade da investigação criminal às polícias civil e federal.
Quem abriu o momento foi o promotor Jedder Gomes, coordenador do Centro de Apoio Operacional da Segurança Pública e Defesa Social, que colocou o retrocesso que representa a PEC exemplificando operações bem sucedidas resultados da parceria com as polícias, tais como Fratelli, Corsel Negro e Anaconda. Logo após a fala de Gomes, foram apresentadas as peças da campanha: spot, vt, cartaz, outdoor, busdoor. Em seguida, foi formada uma mesa de debates, presidida pelo procurador-geral Wellington César Lima e Silva e cantado o Hino Nacional.
Em seu discurso, logo no começo das colocações, a presidente da Ampeb e presidente em exercício da Conamp, Norma Cavalcanti, reafirmou que o trabalho do MP é uma construção coletiva. “A quem interessa que o MP não investigue?”, questionou respondendo que só os insensatos aprovam a PEC, que tem a finalidade, na verdade, de punir o Ministério Público pelo trabalho sério que vem desenvolvendo.Todos da mesa fizeram colocações e manifestaram apoio ao MP na luta contra a PEC.
O coordenador de gestão estratégica do MP/BA, Marcelo Guedes, também foi chamado a falar e apresentou alguns dados que mostraram a gravidade da aprovação da proposta. Entre eles: em 2013, das 532.240 ocorrências policiais registradas, apenas 36.460 delas tiveram inquéritos instaurados pela polícia. O Grupo de Atuação Especial para Controle Externo da Atividade Policial do MP, outro exemplo, em 2012, instaurou 651 procedimentos contra policiais.
A mesa de debates foi composta ainda pelo desembargador José Edivaldo Rotondano representando o presidente do TJ, Mário Alberto Hirs; pelo corregedor-geral do MP/BA, Franklin Ourives da Silva; pelo deputado federal Nelson Pellegrino; defensora pública-geral, Vitória Bandeira; deputado estadual Carlos Gaban, procuradores de Justiça Achiles Siquara e Lidivaldo Raimundo Britto; procuradora da República Melina Castro Montoya Flores representando o procurador-chefe da República, Wilson Rocha; superintendente do Ibama, Célio Costa Pinto; procurador-geral do Ministério Público Especial Junto ao Tribunal de Contas do Estado da Bahia, Marcel Siqueira Santos, procurador do trabalho representando o procurado-chefe do MP do Trabalho, Antônio Luiz Rocha; jornalista e acadêmico Joaci Góes; diretor do grupo de promoção e defesa socioambiental, Claudio Mascarenhas e pelo vice-presidente da Associação Baiana de Imprensa, Ernesto Marques.