Foi realizada na última sexta-feira (11), a cerimônia de posse da nova procuradora geral de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, Ediene Santos Lousado. Primeira mulher a chefiar a instituição em 400 anos de história do MP, Ediene foi empossada sob os aplausos de um auditório lotado de autoridades, membros e servidores do MP-BA, amigos e familiares.
A presidente da Ampeb, Janina Schuenck, felicitou a nova procuradora e declarou que a Associação
dará todo o apoio necessário neste novo ciclo que se inicia. “A nobre procuradora geral de Justiça pode contar com a Ampeb para o fortalecimento institucional”, afirmou. “Não posso deixar de refletir sobre as dificuldades que o atual momento do país nos traz. Um Ministério Público forte e independente repercute numa sociedade forte”, declarou a presidente.
Reiterando a importância da autonomia do MP, Janina também
destacou que as instituições vão muito além das pessoas que as representam, ou presentam. “As pessoas passam. As instituições ficam. Guardião do Regime Democrático e do princípio republicano, ao Ministério Público cabe zelar pela democracia do
país, primando por sua independência e por sua democracia interna, para que seja assim respeitado externamente”, completou.
A presidente da Ampeb, que pela primeira vez ficou sem assento à mesa diretora na posse de Procurador Geral de Justiça, ainda enfatizou que não se pode transigir com prerrogativas e insiste na oitiva da classe e assento e voz da Associação nas sessões dos órgãos colegiados, inclusive nas solenes.
Ediene Lousado iniciu seu discurso agradecendo aos familiares, principalmente às filhas e aos pais. Às filhas por terem dado o vigor que
precisava para prosseguir teimando no alcance dos seus ideiais e aos pais por acreditarem no poder transformador da educação. A PGJ também fez um agradecimeto especial aos colegas Wellington César Lima e Silva e Márcio Fahel, seu antecessor no cargo. Também em sua fala, Ediene Lousado declarou que visa “unir o Parquet baiano, manter conquistas e prerrogativas, em meio aos preocupantes levantes contra nós, e avançar na afirmação de um compromisso com a sociedade que, como ecoa de seu emocionante hino, quer ‘justiça e quer concórdia’”.