AMPEB AMPEB

Notícias

03/06/2014 07:42 Notícias

Debate sobre regime previdenciário servirá para nortear atuação das entidades de classe

COMPARTILHE:

Para tratar do tema sobre regime previdenciário e suas alterações nos últimos anos, a Ampeb em parceira com a Associação dos Procuradores do Estado da Bahia (Apeb) realizou palestra destinada a abordar o assunto na tarde de ontem, 2, na sede do Ministério Público de Nazaré. Os convidados para compor a mesa de debate foram a procuradora do Estado da Bahia e especialista na matéria, Renata Fabiana Santos Silva e o auditor fiscal da Receita Federal e mestre em Direito Público, Ivan Kertzman.

tiago quadros

De acordo com o diretor financeiro da Ampeb, Tiago de Almeida Quadros, o evento serve para que todos conheçam a matéria, além de ajudar a nortear a atuação das entidades de classe. “Nós identificamos que de fato tínhamos muitas dúvidas a respeito da matéria previdenciária. É importante que se estabeleça um ciclo de debate a respeito da matéria para que a entidade de classe possa firmar um posicionamento de como atuar diante desse panorama marcado por diversas reformas”, afirma Quadros.

A procuradora Renata Silva em sua explanação fez uma retrospectiva mostrando as alterações que o texto constitucional sofreu desde a promulgação da Constituição em 1988 até os dias de hoje. Segundo a especialista com relação à previdência do servidor público, a reforma mais contundente foi promovida pela emenda constitucional de número 20 de 1998, pois a partir desse momento acabou o tempo de serviço. “A Constituição passou a exigir tempo de contribuição, e esta é uma mudança significativa que tem continuidade com a reforma seguinte que foi promovida pela emenda constitucional número 41”, revelou.

Renata Fabiana

Outro ponto importante destacado na palestra foi à questão da idade mínima para aposentadoria. Até então o texto constitucional exigia apenas tempo de serviço não se falava em idade mínima para aposentar, porém, a partir da emenda constitucional de número 20 isto passou a ser exigido, ou seja, o homem precisa ter no mínimo 60 anos de idade e a mulher 55 anos de idade aliado ao tempo de contribuição.

No mesmo ano, 1998, as alterações foram em razão dos requisitos da aposentadoria e não em relação aos cálculos dos proventos. Em 2003 uma nova reforma constitucional que não alterou os requisitos para aposentadoria, a alteração foi em relação ao calculo do beneficio. A partir desta reforma acabou a integralidade, no caso não existe mais a correspondência do valor recebido em atividade com aquele que será recebido na inatividade, também não há mais paridade, ou seja, quando o ativo recebe reajuste o inativo também teria o reajuste no mesmo nível. Atualmente isso não acontece mais, não há integralidade, nem paridade, nem extensão de vantagem.

No Brasil há o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), os Regimes Próprios da Previdência Social (RPPS), o Regime de Previdência Complementar. O RPGS abarca um grande número de segurados, conferindo o caráter obrigatório a todos os descritos por ele como atividade remunerada. Neste regime, que é de caráter contributivo, apenas os que contribuírem poderão auferir dos benefícios descritos na lei.

ivan

O auditor fiscal Ivan Kertzman em sua fala comentou sobre o Fundo Financeiro da Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado da Bahia (Funprev), que abriga todos os servidores públicos estatutários, civis e militares, de quaisquer dos poderes do Estado, ingresso no serviço público até dezembro de 2007, e o Fundo Previdenciário dos Servidores Públicos do Estado da Bahia (Baprev), que abriga todos os servidores públicos estatuários, civis e militares, de quaisquer dos poderes do Estado, ingresso no serviço público a partir de janeiro de 2008. Tanto o Baprev e o Funprev são geridos pela Superintendência de Previdência da Secretaria da Administração, sob orientação superior do Conselho Previdenciário do Estado (Conprev), órgão consultivo, deliberativo e de supervisão superior, vinculado a Secretaria da Administração. De forma didática, Kertzman citou vários exemplos para explicar questões e elucidar dúvidas dos associados.

Para o presidente da Apeb, Marcos Sampaio, é um momento relevante de reunião das carreiras jurídicas do estado. É a oportunidade de observar, analisar e refletir sobre problemas comuns, especificamente problemas da previdência. “Esse assunto aqui na Bahia tem sido negligenciado. É preciso verificar como ele vai impactar diretamente na vida dos que já estão aposentados, dos que vão se aposentar daqui a pouco, mas como falei, sobretudo, na vida daqueles que ainda tem muito pela frente na vida do serviço público estadual, como é grande parte dos nossos associados”, declarou Sampaio.

marcos sampaio

O presidente da Ampeb, Alexandre Soares Cruz, seguindo na mesma linha, em seu discurso comentou a necessidade de definir estratégia de atuação jurídica diante da situação que está posta para os servidores públicos.

Ministério Público do Estado da Bahia Associação Nacional dos Membros do Ministério Público Conselho Nacional do Ministério Público