Ocupação irregular, privatização da Saúde, integração com a sociedade, intolerância religiosa, atos junto ao poder legislativo, cuidado com a coisa pública, violência contra os menos favorecidos e afrodescendentes, agressão contra policiais e violações contra Direitos Humanos. Estes foram alguns dos temas trazidos por representantes da sociedade civil para o debate que marcou, na manhã de hoje, sexta, 31, na Sala de Sessões do Colégio de Procuradores, na sede do Ministério Público no CAB, o processo eleitoral no Ministério Público da instituição.
Organizado pela Ampeb, a proposta foi criar um espaço de interação e aproximação entre a instituição, através dos candidatos ao cargo de procurador-geral de Justiça, e a população. O total de 28 entidades representativas esteve presente, além de membros do MP, e outros representantes, que acompanharam as discussões.
A imprensa foi representada pelos jornalistas Agostinho Muniz, pela Associação Bahiana de Imprensa, Regina Boccicho, do A Tarde, e Claudia Cardozo, do Bahia Notícias. O debate iniciou com pronunciamento do presidente da Ampeb, Alexandre Soares Cruz, que explicou os objetivos do evento, deu as boas vindas e agradeceu a presença de todos. Depois, a pergunta que abriu a fala dos candidatos – todos estavam presentes – foi a da própria associação: “No cumprimento de sua missão constitucional, o Ministério Público atua em defesa da infância e juventude, dos idosos, das mulheres, do direito à saúde, à educação, do meio ambiente, dos direitos dos consumidores, no combate à improbidade administrativa e aos crimes, e em muitas outras áreas, Se eleito, Vossa Excelência buscará fortalecer a atuação do MP/BA em alguma área específica? Qual? De que forma?”.
Após colocação dos concorrentes, a vez foi da imprensa, que direcionou questões mais políticas. Como a subordinação política e burocrática do PGJ em relação ao governo, a carência de estrutura investigativa por parte do MP e a crise do Judiciário. Após explanação dos candidatos, foram sorteadas cinco perguntas para questionamento oral por parte das entidades da sociedade civil presentes. Em seguida, o sorteio foi feito com as perguntas escritas.
Foram quase quatro horas de debate, encerrado com comentário final em cima das questões escritas sorteadas e lidas pela mesa receptora formada pelos integrantes da comissão eleitoral: José Jorge de Menezes, Wilson Henrique de Andrade e Fábio Veloso. O promotor Carlos Artur dos Santos Pires foi o mediador e o presidente da Ampeb, o presidente do debate. Diretores da entidade também acompanharam o evento.