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03/04/2012 17:53 Notícias

A experiência de ser promotor

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Empossados há alguns meses, novos promotores comentam as expectativas e desafios de ingressar na promotoria de Justiça

 

 

Exercer uma atividade em prol da sociedade e lutar pela reparação das desigualdades e injustiças é a tônica do trabalho desenvolvido pelos membros do Ministério Público. Empossados há alguns meses como promotores de Justiça, Joseane Mendes Nunes, que atua hoje em Curaçá, e Luiz Ferreira de Freitas Neto, em Bom Jesus da Lapa, estão começando na carreira e convivendo de perto com os desafios e experiências da profissão, bem como a importância da missão junto ao MP e a sociedade. Eles toparam responder para a Ampeb como está sendo essa experiência de ser promotor “pela primeira vez”, e sua atuação no interior do estado.

 

“No início do exercício da função me sentia incapaz de absorver todas as demandas judiciais e extrajudiciais e tratá-las com a dedicação e desempenho que merecem. O cansaço chegou a querer abater-me por mais de uma vez. Porém, o ânimo sempre se restaurava quando percebia que, na qualidade de representante do Ministério Público, era o único instrumento à disposição da sociedade para ver dissipados ou ao menos amenizados seus justos anseios. Hoje, passados quase um ano da posse, sinto que a sabedoria obtida no dia a dia é infinitamente superior ao ensinamento dos manuais e que o aprendizado será uma constante. Por isso posso afirmar que ser promotora de Justiça está sendo uma experiência desafiadora e ao mesmo tempo cativante”, comenta Joseane.

A satisfação da função é compartilhada pelo promotor Luiz Neto, que atua na comarca de Bom Jesus da Lapa e antes se dedicava a vida acadêmica. “Fui professor universitário, lecionava em graduação, pós-graduação e cursos preparatórios durante 7 anos. Era entusiasmado com a docência, mas sempre percebi que precisava de algo mais pra me realizar profissionalmente. Quando dei início as atividades na comarca este vazio se preencheu. Conquistei minha realização”, assume.

O lado desafiante da profissão, sobretudo para quem assume uma missão tão importante, também foi comentando pelos novos promores. Para Joseane, o desafio está justamente da relevância da missão recebida. Segundo ela, zelar pela execução das leis em prol da sociedade é um papel que exige uma atuação proativa, dedicação apurada e interação social. Já Neto, acredita que o mais desafiante seja a atividade extrajudicial. “Tenho segura consciência que atividade do Ministério Público nesta seara contribui para mudança da realidade social com extrema eficácia”, completa o promotor.

Mas nem só de pontos positivos está o trabalho. Na linha de frente das atividades, mesmo atuando há poucos meses eles já reconhecem e enumeram algumas barreiras da profissão. “Precariedade de estrutura de trabalho e falta de segurança” são dois pontos levantados por Joseane. Neto também tem opinião formada sobre. “Sem dúvida nenhuma eu afirmo que é a conciliação entre o grande número de processos com os compromissos extrajudiciais. Talvez esta seja minha primeira impressão por estar atuando em uma comarca intermediária com uma grande carência que é Bom Jesus da Lapa”, explica.

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