Diante da preocupação existente quanto ao surto de Febre Amarela nas cidades de Minas Gerais e São Paulo, a Associação do Ministério Público do Estado da Bahia (Ampeb) entrevistou o médico infectologista *Dr. Claudilson Bastos para esclarecer as dúvidas quanto à doença e os cuidados que se orienta. Com atuação em consultórios e hospitais, especialista em doenças infecciosas e infectocontagiosas, o médico entrevistado falou sobre as formas de contágio e afirmou que a população não precisa entrar em pânico enquanto não tomar a vacina, orientando alguns cuidados.
Ampeb – O que é a Febre Amarela e quais as formas de transmissão?
Dr. Claudilson – É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.
Os casos de Febre Amarela (FA) no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos, a diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão.
Na FA silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.
Ampeb – O que é a Febre Amarela e quais as formas de transmissão?
Dr. Claudilson – É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.
Os casos de Febre Amarela (FA) no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos, a diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão.
Na FA silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.
Ampeb – Quais os sintomas? O que fazer caso os sintomas se apresentem?
Dr. Claudilson – Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer. Ao apresentar estes sintomas deve ser procurado o posto de saúde imediatamente.
Vale chamar atenção para um detalhe: A Febre Amarela pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.
Ampeb – Existe a urgência para a imunização do Estado? Em alguma região especifica?
Dr. Claudilson – De acordo com o mapa abaixo, devemos considerar imunização para as regiões abaixo especificadas, pela SESMG (Secretária Estadual de Sáude de Minas Gerais).

Ampeb – Após a vacinação, em quanto tempo a pessoa está imunizada?
Dr. Claudilson – Após o período de 10 dias a pessoa está imunizada
Ampeb – Há grupos de risco ou que mereça uma atenção especial?
Dr. Claudilson – Segue calendário do Programa Nacional de Imunização, com as informações detalhadas.

“A única forma de evitar a Febre Amarela é através da vacinação. A vacina está disponível gratuitamente durante todo o ano, nas 36 mil salas de vacinação, distribuídas no País.”
*Dr. Claudilson é consultor do Laboratório Sabin, atende no Hospital Couto Maia, Hospital Sagrada Família e na Clínica CEMI.